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G. Ciências Humanas - 8. Psicologia - 8. Psicologia do Trabalho e Organizacional
Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) Sob a Ótica dos Trabalhadores de um Órgão Público Estadual
Mário César Ferreira 1
Carla Sabrina Antloga 2
Rodrigo Rezende Ferreira 3
Virgínia Bergamaschi 4
1. Universidade de Brasília (UnB), Pós-Doutorado
2. Universidade de Brasília (UnB), Mestre
3. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Graduado
4. Universidade de Brasília (UnB), Especialista
INTRODUÇÃO:
No cenário atual de aceleradas e profundas mudanças no mundo do trabalho, a temática Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) tem sido objeto de preocupação crescente de dirigentes, gestores e trabalhadores em face, sobretudo, das novas exigências do trabalho e das conseqüências negativas produzidas pela reestruturação produtiva. Todavia, no âmbito científico, a produção bibliográfica sobre o tema QVT na ótica dos trabalhadores é incipiente. O objetivo da pesquisa consistiu em produzir um diagnóstico sobre Qualidade de Vida no Trabalho com base no ponto de vista dos servidores de um órgão público estadual. O enfoque teórico adotado se inscreve no campo da Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho e se caracteriza pelo viés preventivo e pela natureza contra-hegemônica às práticas dominantes de QVT em organizações públicas e privadas.
 
METODOLOGIA:
Participaram do diagnóstico 404 servidores (55,9%) do órgão público. O perfil demográfico dos participantes se caracteriza pelo predomínio do sexo masculino (53,4%), casados (52,4%), nível superior de escolaridade (33,8%) e faixa etária entre 41 e 50 anos (45%). O perfil profissiográfico se caracteriza pelo predomínio de lotação na área meio (34%), cargo de analista (32,8%), de 1 a 5 anos de tempo de lotação (27,5%) e de 10 a 15 anos de tempo de trabalho no órgão. Utilizou-se na coleta de dados o Inventário de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho (IA_QVT), constituído decinco fatores: Condições de Trabalho (12 itens, alfa 0,90); Organização do Trabalho (9 itens, alfa 0,73); Relações Sócio-Profissionais de Trabalho (16 itens, alfa 0,89); Reconhecimento e Crescimento Profissional (14 itens, alfa 0,91); e Elo Trabalho-Vida Social (10 itens, alfa 0,80). Utilizou-se uma escala do tipo Likert de 10 pontos (0=discordo totalmente; 10=concordo totalmente). Aplicou-se o IA_QVT por meio da intranet do órgão. A confidencialidade dos dados foi garantida por meio da distribuição aleatória de códigos numéricos de acesso aos participantes da pesquisa.
 
RESULTADOS:
A média global dos fatores do IA_QVT foi de 5,6, indicando que os participantes do diagnóstico consideram que a QVT no órgão encontra-se em uma situação-limite, colocando o órgão em “estado de alerta” e exigindo dos dirigentes e gestores providências a curto e médio prazos. Os aspectos considerados mais críticos nos itens que compõem os fatores do IA_QVT foram os seguintes: (a) “apoio técnico insuficiente” e “posto de trabalho pouco adequado para realização das tarefas” no fator Condições de Trabalho; “rigidez nas normas para execução das tarefas” e “fiscalização do desempenho” no fator Organização do Trabalho; “comunicação entre funcionários insatisfatória” e “pouca confiança entre os colegas”; no fator Relações Socioprofissionais de Trabalho; “baixo reconhecimento institucional” e “pouca oportunidade de crescimento profissional” no fator Reconhecimento e Crescimento Profissional; e “a sociedade não reconhece a importância do trabalho” e “o órgão não é uma fonte de prazer tanto quanto a família” no fator Elo Trabalho-Vida Social. Os fatores considerados menos críticos pelos participantes foram “Elo Trabalho-Vida Social” (57%) e as “Relações Socioprofissionais de Trabalho” (64%).
 
CONCLUSÃO:
Os resultados obtidos permitiram produzir um diagnóstico sobre Qualidade de Vida no Trabalho com base no ponto de vista dos servidores do órgão público estadual analisado.Globalmente, a QVT é avaliada pelos participantes de forma fortemente crítica (92%), evidenciando a combinação de “situação-limite” e “forte risco de adoecimento”. Tais resultados sinalizam, inequivocamente, para a necessidade de providências imediatas (dada a gravidade) e a curto e médio prazo em face do “estado de alerta”. O IA_QVT também mostrou, secundariamente, os aspectos avaliados pelos participantes tanto como graves (ex.mobiliário inadequado) quanto satisfatórios (ex. liberdade para execução das tarefas). Os resultados forneceram subsídios importantes para que os dirigentes e gestores do órgão delineassem um Programa de Qualidade de Vida no Trabalho ancorado no ponto de vista dos servidores, merecendo destaque a necessidade de: (a) reconcepção do enfoque de gestão do trabalho; (b) medidas voltadas para o reconhecimento e crescimento profissional dos servidores; (c) melhoria das condições de trabalho; (d) reciclagem e capacitação profissional; (e) criação de um Comitê de Qualidade de Vida no Trabalho.
 
Instituição de Fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ
Palavras-chave: Qualidade de Vida no Trabalho, Ergonomia, Diagnóstico.
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