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Instituto. Psicologia - Universidade de Brasília
Trabalho, Riscos de Adoecimento e Qualidade de Vida no Trabalho -. Graziella da Costa Zaidem. MARIO CESAR FERREIRA (aluno de IC); (orientador(a), Instituto de Psicologia - Departamento de Psicologia Social e do Trabalho).

Introdução - A atual configuração em que a sociedade se encontra tem determinado mudanças no ambiente organizacional que têm conseqüências para o bem-estar do trabalhador. Nessa perspectiva é exigida das organizações uma busca por estratégias maximizadoras da produtividade, como também surge a necessidade de valorizar o trabalhador, por este ser visto como o capital humano necessário à manutenção das organizações. Tal fator tem dirigido a orientação dos gestores para a criação de programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Esta pesquisa tem como objetivo analisar como práticas de QVT realizadas no contexto organizacional podem contribuir para o decréscimo da incidência de doenças ocupacionais.

Metodologia - A abordagem metodológica que subsidia o trabalho é a Ergonomia da Atividade de origem franco-belga.O estudo foi realizado com base em um levantamento bibliográfico de publicações sobre QVT a partir de 1998. Foram levantados também dados do Ministério da Saúde, Ministério da Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego e fundações ligadas aos mesmos sobre estatísticas referentes a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais de 1970 a 2002.

Resultados - A literatura mostra que não existe uma conceituação única e consensual para QVT. Esta é uma temática relativamente nova, onde não há muito rigor conceitual. QVT é vista de diversas formas: ligada à segurança e higiene do trabalho, à saúde, estilo de vida e ambiente de trabalho, a indicadores empresariais, às condições e organização do trabalho, dentre outros. Os programas de QVT já implantados são em sua maioria focados no indivíduo, com práticas assistencialistas e com ênfase na produtividade. As análises possibilitaram verificar que o exame dos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no Brasil ainda é muito incipiente. A coleta de informações por parte do governo sofre sérias restrições metodológicas. Existem poucas informações referentes a doenças ocupacionais e muitas vezes essas informações confundem-se com os elementos referentes aos acidentes de trabalho. A forma de coleta dessas informações não abrange a totalidade dos trabalhadores, independentemente de seu vínculo empregatício. Os dados disponíveis se referem apenas aos trabalhadores do mercado formal e com contrato trabalhista regido pela CLT, o que totaliza menos de 50% da população economicamente ativa. Quanto a dados referentes ao setor público pouco pode ser afirmado. Não há um levantamento geral sobre adoecimentos, afastamentos ou acidentes..

Conclusão - É necessário maior rigor na coleta dos dados por parte do governo, no que se refere aos afastamentos do trabalho devido a doenças ou acidentes, principalmente no setor público, onde essa coleta é feita de forma rudimentar. Sugere-se que a implantação de programas de QVT preventivos, que aliem produtividade e bem-estar, valorizem o trabalhador, incentivando sua efetiva participação, e que incluem também mudanças na cultura organizacional, ajude a diminuir o índice de doenças ocupacionais no país.
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